sábado, 31 de março de 2012

A importância da classificação indicativa


Nem o modelo ultraliberal sem restrições, nem controle prévio do Estado onipresente: no país, respeitada a faixa das 6h às 23h, tudo pode ser exibido.
“Não se engane, tem coisas que o seu filho não está preparado para ver”.
Eis o mote da campanha que a Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça lança, em parceria com os meios de comunicação e as entidades de proteção das crianças e adolescentes.
O objetivo é conscientizar sobre a importância da classificação indicativa.
Com a redemocratização, esta importante conquista da sociedade foi concebida na Constituinte para substituir e se opor ao entulho ditatorial da antiga Divisão de Censura. Ela foi regulamentada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e recebeu muitos aperfeiçoamentos nos últimos anos.
Ela atua na mediação entre dois valores fundamentais para uma sociedade democrática: o direito à liberdade e o dever-poder de proteção dos direitos humanos das crianças. A educação no Brasil, em sentido amplo, é dever do Estado e da família. Ela é promovida e incentivada com a colaboração da sociedade.
Daí que os órgãos do Estado democrático são instados a atuar para que as liberdades de expressão (dos artistas e roteiristas) e de exibição (das empresas de rádio, cinema, teatro e televisão) estejam aliadas à preservação dos direitos dos pais em decidir sobre a educação de seus filhos -e aos direitos próprios das crianças e adolescentes de serem protegidos em uma fase vital de seu desenvolvimento biopsicosocial.
O que está em jogo é o pleno desenvolvimento das próximas gerações e seu preparo para o exercício da cidadania.
Em nosso modelo, são as emissoras que se autoclassificam, segundo três conteúdos temáticos: drogas, violência e sexo.
Os critérios se distanciam das subjetividades governamentais, pois são fixados previamente e construídos socialmente a partir de consultas públicas e estudos especializados sobre o comportamento das crianças e sua tendência de imitar aquilo que assistem.
Um elemento estruturante da política é que, respeitada a gradação da faixa horária protetiva das 6h às 23h, tudo pode ser exibido.
A supervisão coercitiva do Estado é limitada e não admite censuras, vetos ou cortes de conteúdos, sejam prévios ou posteriores.
Os números demonstram o seu sucesso: de um total de 5.600 obras, somente em 48 casos ocorreu reclassificação em 2011. A eficácia se explica pela concepção de se promover concomitantemente o máximo de exercício de liberdade e o máximo de direito à proteção. Os direitos são restringidos de modo mínimo, apenas naquilo que é adequado, necessário e proporcional à garantia de um equilíbrio que não lesione os seus conteúdos essenciais.
Entre um modelo ultraliberal, sem notícias no mundo ocidental, no qual tudo poderia ser exibido em qualquer horário e a responsabilidade pela formação dos jovens estaria terceirizada ao mercado, e um outro tipo radicalmente oposto, em que o Estado é onipresente e realiza controle prévio sobre conteúdos (como, a propósito, ocorre em muitas democracias ocidentais), o Brasil concebeu um modelo social, elogiado internacionalmente, cuja grande virtude reside na ideia de justo meio.
Esta campanha remete ao propósito social da classificação
indicativa: o de ser um instrumento da liberdade, compreendido como uma condição de possibilidade para que os pais e mães consigam dar efetividade às suas escolhas, precaver danos e planejar cada vez mais seu tempo de convivência com a família.
Trata-se de um instituto a serviço da construção de um ambiente social saudável, condizente com os grandes desafios do desenvolvimento do Brasil, no presente e no futuro.

Fonte: José Eduardo Cardozo e Paulo Abrão (Folha de S.Paulo) e
http://primeirainfancia.org.br/?p=8507

Seminário: UNIVERSIDADES E ESCOLAS - UM NOVO OLHAR NA SAÚDE INFANTIL

Dia 14/04 - sábado
Local: Salão de Atos da Reitoria da UFRGS - Campus Central

Seminário: UNIVERSIDADES E ESCOLAS - UM NOVO OLHAR NA SAÚDE INFANTIL

Programa:

8:30h: Credenciamento
9:00h; Abertura
9:30-10:30 - Palestra
: Educação e Nutrição: Binômio Indissolúvel - Dom Mauro Morelli - SP
                            Bispo emérito da Diocese de Duque de Caxias, RJ. Fundador do Instituto Harpia Harpyia –
                            Agência de Defesa e Promoção do Direito à Alimentação e Nutrição, SP.
10:30h – 10:45h – Intervalo com lanche saudável
11:00h – 12:00h - Aleitamento materno e alimentação complementar do lactente – 
                             Nutric Lilia Farret Refosco (HCPA) e Enf Celina Valderez Kohler (IBCLC)
12h – 13:30h -Almoço
13:30h – 14:00h –Exibição de documentários: Consumo de Açúcar e Consumismo na Infância
14:00 – 16:00 - A prevenção das doenças crônicas desde a infância e os vilões ocultos – sal, açúcar e gorduras.
                           Profas Dras Noemia Perli Goldraich e Sônia Maria Blauth de Slavutzky (UFRGS)
16:00h – 16:15h – Intervalo com lanche saudável
16:15h – 16:45:00h - A visão da merendeira -
                                   Lia de Itamaracá, PE
17:00h –– Encerramento: Ciranda da Saúde -
                 Lia de Itamaracá, PE
Realização:
Núcleo Interdisciplinar de Prevenção de Doenças Crônicas na Infância
Pró-Reitoria de Extensão – UFRGS
Pró-Reitoria de Extensão – UFCSPA

Apoios:Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul
SINPRO – SINDICRECHES
Silvestrin Frutas

O evento é gratuito.
Serão fornecidos certificados pela Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS.
Inscrições antecipadas poderão ser feitas até o dia 09.04:
-pelo e-mail: direcao@sinprors.org.br
-pelo telefone: 51-40092990  com Sandra.

PARTICIPEM, DIVULGUEM!!!!

Um abraço.

terça-feira, 6 de março de 2012

Criança e Consumo envia carta de repúdio à Anvisa por adiamento da votação pelo fim de cigarros aromatizados

23/02/2012



Está em trâmite na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma resolução que proíbe o uso de aditivos como flavorizantes e aromatizantes nos cigarros, utilizados em especial para seduzir o público mais jovem. A aprovação da resolução deveria ter sido votada no dia 14 de fevereiro, mas, devido a um debate a respeito da adição de açúcar e frente a uma forte pressão da indústria do tabaco, a votação foi adiada para o próximo mês.


Na audição, o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, alegou ter dúvidas em relação ao texto no que diz respeito à proibição de açúcares, que já havia sido excluída da proposta original da agência. A justificativa para o adiamento da votação foi se deveria ou não ser colocado um parágrafo sobre revisitar a questão dos açúcares ou não no prazo de um ano. Ficou clara a forte influência da indústria tabagista, com interesse em protelar a decisão contra os cigarros aromatizados.


Frente a esse adiamento, a ACTbr e várias outras organizações, como o Projeto Criança e Consumo, enviaram uma carta de repúdio à conduta da Anvisa, ao ceder aos interesses da indústria.


A Anvisa debate sobre o fim dos cigarros aromatizados há três anos e a resolução, quando aprovada, prevê que os cigarros com sabor saiam do mercado nacional em 18 meses. Os cigarros com aditivos, como flavorizantes e aromatizantes, são vistos como uma estratégia utilizada, em especial, para seduzir o público mais jovem, até mesmo de crianças e adolescentes, a iniciar o consumo do tabaco.


Aditivos são usados em cigarros para disfarçar o gosto do tabaco e tornar a experiência de fumar mais agradável, podendo assim tornar o produto mais apelativo ao público jovem que está começando a fumar cigarros. Uma pesquisa realizada pela Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula os produtos de tabaco nos Estados Unidos, revelou que fumantes com 17 anos de idade são três vezes mais propensos a usar cigarros aromatizados do que adultos de 25 anos de idade ou mais. Segundo outro estudo do órgão, de 2004, 22,8% de fumantes de 17 anos de idade se  declararam usuários de cigarros aromatizados no mês anterior à pesquisa, comparados aos 6,7% fumantes acima dos 25 anos de idade.


Regulação de alimentos


Novamente, a Anvisa mostra sua fragilidade frente às pressões e manobras da indústria na aprovação de legislações que visam a saúde e o bem-estar dos cidadãos brasileiros. O caso retoma a Resolução n° 24, publicada pela Anvisa em junho de 2010, que se encontra até hoje suspensa.


A RDC 24/2010 propunha diferentes conceitos para a regulação da publicidade de alimentos com potencial obesogênico, como a obrigatoriedade de alertas de possíveis riscos à saúde no consumo de alimentos com altas quantidades de sódio, açúcares e gorduras. No entanto, recebida com grande resistência pela indústria alimentícia, a norma está suspensa por liminar da Justiça Federal, a pedido da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA).


Leia a íntegra da carta encaminhada para a Anvisa


Confira mais informações sobre a resolução da Anvisa sobre cigarros aromatizados:

Participe da campanha Limite Tabaco, realizada pela ACTbr:

Leia mais sobre os apelos da indústria do tabaco às crianças e jovens:

Acompanhe o caso da RDC 24/2010 no site do Criança e Consumo:

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Cereser cria uma bebida gaseificada sem álcool, destinada a crianças que reproduz o formato de espumantes tradicionais

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo enviou uma recomendação à Cereser para que retirasse do mercado uma bebida gaseificada sem álcool, destinada a crianças, que reproduz o formato de espumantes tradicionais –inclusive com rolha. Lançada em 2011 para as festas de fim de ano, a embalagem colorida do Disney Spunch traz personagens da Disney, como a Cinderela, a Branca de Neve e o Mickey.
De acordo com Diego Vale de Medeiros, coordenador do Núcleo do Infância e Juventude da Defensoria, a estratégia da empresa foi “irresponsável, por se relacionar com produto direcionado ao adulto e fazer analogia a espumantes”. Para ele, a bebida fere tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente, ao induzir o consumo de álcool, quanto o Código de Defesa do Consumidor –seria considerada publicidade abusiva.
A recomendação não é uma decisão judicial, mas a intenção da defensoria é levar o caso à Justiça, caso o pedido de retirada da bebida das lojas não seja seguido.

Outro lado
A Cereser não quis comentar o assunto. Em nota, diz que “o ofício [da defensoria] é analisado pelo departamento jurídico da empresa, que apresentará defesa até a próxima sexta-feira”. Segundo a defensoria, a Cereser já marcou reunião com o órgão para discutir o assunto. Um caso semelhante ao da bebida são cigarros de chocolate, retirados do mercado há vários anos pela mesma conclusão –o estímulo indevido ao consumo.
Para Vivien Bonafer Ponzoni, psicóloga e terapeuta, “incentivar o consumo de produtos próximos da realidade adulta cria uma necessidade que a criança não tem”. No caso do Disney Spunch, os personagens infantis podem ser mais uma maneira de aproximar a criança do universo do adulto.
Desembargador da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, Antônio Carlos Malheiros diz que “não deixa de ser uma indução”. “A criança está bebendo a mesma coisa que os pais e se vê tão poderosa quanto eles”, afirma. Não há prazo para que a empresa recolha a bebida.

Fonte: Folha de S. Paulo

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sobre pesquisa:

> Gazeta de Alagoas, 09/12/2011 - Maceió AL
Expriência com a pesquisa
JOÃO RODRIGUES SAMPAIO NETO
A pesquisa representa um interminável processo de acúmulo sistemático do conhecimento humano. É fascinante perceber a pequeneza do saber individual enquanto é imenso o conhecimento da humanidade. A busca interminável de novas descobertas, o questionamento constante e sistemático da realidade existente e as contradições de concepções refletem a eterna procura do homem pela verdade do universo que o cerca. O desejo de encontrar respostas cada vez mais consistentes leva o homem ao questionamento constante da verdade vigente, desencadeando um processo de reflexão e observação dessa realidade, induzindo a busca por explicações calcadas sob uma nova perspectiva: a razão. É nesse terreno fértil do surgimento de novas ideias e perspectivas que o pensamento filosófico vai sendo construído, com o intuito de aprofundar os fundamentos racionais ao encontrar respostas e produzir novas perguntas.

Para a ciência e para a filosofia, o pensamento tem que ser rigoroso, um suporte lógico e teórico que fundamente a realidade das suas afirmações com o inexorável compromisso com a verdade. No entanto, não convém afirmar que existe apenas a verdade científica, pois, de acordo a visão ou interpretação da realidade, material ou imaterial, a verdade advém de uma determinada área da cultura da humanidade. Além da ciência, as áreas da cultura são a filosofia, a arte, a teologia e o senso comum. Na pesquisa das ciências sociais e humanas, na sua marcha do conhecido para o desconhecido, existe uma relação intensa entre sujeito e objeto. Nessa relação, o pesquisador assume o papel de
autor do texto científico. No entanto, não é um papel com características comuns. Possui propriedades complexas e peculiares, específicas da produção científica.

O discurso científico possui uma estrutura global fundamentada em convenções instituídas pela comunidade acadêmica no decorrer dos anos, com características que conservam alguns atributos específicos até a atualidade. Tais atributos estão configurados na impessoalidade, objetividade, clareza e coerência. A relevância social e científica da pesquisa está ligada ao pressuposto do caráter e do contexto social da produção do conhecimento, que por sua vez fica assegurado na necessidade de sua comunicação. Ao pesquisador não basta unicamente o conhecimento científico adquirido, é necessário a visão de algo relevantemente novo.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Alimentos + brinquedos = assunto de nosso interesse

Extra Online
A associação de venda de alimentos com brinquedos rendeu uma multa de R$ 3,1 milhões para o McDonald’s. O Procon de São Paulo publicou no Diário Oficial do Estado, nesta terça-feira (6), a decisão. Mas a empresa ainda pode recorrer.
O caso foi denunciado pelo Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, no ano passado. Segundo a denúncia, com a venda do McLanche Feliz, “o McDonald’s cria uma lógica de consumo prejudicial e incentiva a formação de valores distorcidos, bem como a formação de hábitos alimentares prejudiciais à saúde”.
Desde a denúncia do Criança e Consumo para o Procon, no ano passado, até hoje, já foram feitas cerca de 18 campanhas dirigidas a crianças. Este mês, a rede de fast food lançou mais uma promoção, com brinquedos do filme “Gato de Botas”.
- A criança assiste à publicidade do McDonald’s com os personagens do filme nas TVs e depois nos trailers. Quando sai do cinema, não raras vezes, já esbarra numa loja da rede. É uma ação de marketing muito agressiva, que se aproveita da vulnerabilidade infantil para vender. É antiético - comenta Ekaterine Karageorgiadis, advogada do Projeto Criança e Consumo.
Por e-mail, o McDonald’s disse que “não comenta detalhes dos processos em andamento e informa que respeita rigorosamente as diretrizes legais na comunicação com seus públicos”.
Veja a íntegra da resposta:
“A companhia não comenta detalhes dos processos em andamento e informa que respeita rigorosamente as diretrizes legais na comunicação com seus públicos. Além disso, segue um rigoroso código de auto-regulamentação publicitária e obrigações previstas no compromisso celebrado em conjunto com outras grandes empresas do setor de alimentos, nos quais voluntariamente assumiu normas de conduta para a comunicação com seus clientes.
Quanto ao McLanche Feliz, a rede esclarece que os brinquedos podem ser adquiridos separadamente, ou seja, desvinculados da compra dos produtos. Portanto, a empresa tem convicção de respeitar todas as normas da legislação vigente tanto em relação à comunicação como em relação a práticas comerciais.”

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Convite Reunião do Comitê Organizador Fórum Mundial de Educação

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Fórum Mundial de Educação

"Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental"
 
2012 Porto Alegre
Reunião do Comitê Organizador
13 de dezembro de 2011 (terça-feira) as 18 horas
Câmara Municipal de Porto Alegre
Av. Loureiro Silva, 255
Contamos com a participação de todas e todos!
Pauta:
· Apresentação das novas organizaçoes
· Relatório sobre a nova estrutura do FME: Pré-Fórum, Mesas e GT Río+20
· Propostas de atividades autogestionadas
· Propostas de atividades culturais dentro da FME
· Criação de Comités de FME