quarta-feira, 9 de maio de 2012

Os príncipes dos contos de fada viraram capa de revista

Depois das múltiplas versões inspiradas nas princesas, chegou a hora de eles fazerem sucesso na mídia

 

Fonte: petitetiaras.tumblr.com
As princesas da Disney já ganharam versões bem diferenciadas: retratos sensuais, grafitados, tatuados e dark. Mas chegou a hora de seus parceiros também conquistarem um espacinho nos holofotes.
No Tumblr Petite Tiaras, os príncipes foram para a mídia e estampam as capas das principais revistas americanas. Li Shang, de Mulan, foi parar na Men’s Health; Alladin ganhou destaque na Times; e o charmoso Príncipe Ferdinand, que salvou a Branca de Neve, inspirou um editorial da Vogue.

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A influência dos heróis na vida das crianças


Estudo revela que os eles estimulam as crianças a defender ideais, proteger os mais fracos e combater o inaceitável. Entenda como esses personagens podem influenciar a formação da personalidade do seu filho

Ana Paula Pontes


Beto Tchernobilsky 
 
Super-Homem, Homem-Aranha, Batman. Branca de Neve, Cinderela, Chapeuzinho Vermelho. Os super-heróis dos desenhos e histórias em quadrinhos e os heróis e heroínas dos contos de fadas são muito presentes na vida das crianças, assim como foram na sua infância. Mas, afinal, qual é o poder desses heróis na vida dos pequenos? Um estudo realizado pela fábrica de brinquedos Mattel do Brasil, em parceria com o Instituto GFK Indicator, revela que eles não só influenciam o dia a dia das crianças como são essenciais para a formação da personalidade do seu filho.

Segundo Lidia Aratangy, psicóloga e consultora da pesquisa, é nessa relação da criança com os super-heróis que são plantadas as sementes de valores, como ética, coragem, humildade. “Nos contos de fadas, os heróis são os mais humildes e bondosos da família ou da aldeia. São os que aceitam enfrentar a perigosa tarefa que irá salvar o reino, o rei, o pai”, diz.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores observaram um grupo de meninos de 6 a 10 anos, estimulado a construir uma história de encontro com seu super-homem, com etapas que vão até o momento em que o garoto se transforma em herói. No enredo inventado, não aparece somente o poderoso, mas aquele que tem seus momentos de fraqueza e medos. “Essas fragilidades abrem a brecha para o processo de identificação [da criança com o personagem]. Na maioria das histórias, é o garoto que tira o herói da dificuldade, para então se tornar seu aprendiz”, afirma a especialista.

E os vilões, que seriam o lado do mal da história, valorizam ainda mais a razão de ser do herói. Eles são importantes para que a criança saiba que o mal também existe. “Porém, ao final de uma história, quando os heróis são agraciados ou recompensados, é uma demonstração de que o bem pode triunfar”, diz. E a pesquisa foi além: as crianças que participaram do estudo demonstraram compreender que as características dos vilões são inerentes a qualquer pessoa. Segundo Lidia, as crianças reconhecem seu lado invejoso, ciumento, vaidoso e a capacidade destrutiva de cada um. Ou seja, por meio das histórias, são capazes de entender que somos todos contraditórios.

Se você tem receio de como as lutas entre o bem e o mal que habitam as histórias podem incentivar a violência, saiba que elas são benéficas ao ensinar que até mesmo num conflito é possível ser ético. “O incentivo à violência vem de uma cultura violenta, e de pais que perdem o controle e podem ficar violentos”, afirma Lidia.


O papel dos pais no imaginário infantil

Não se assuste se um dia o seu filho resolver que só vai atender a um chamado seu se você se referir a ele como Batman. “Essa fuga [da realidade], esse exercício da fantasia, é inevitável, faz parte do desenvolvimento humano – e pode ser benéfica. É uma forma de ele se aproximar do ídolo, no processo de identificação”, afirma Lidia.

A presença dos pais, no entanto, é fundamental no mundo imaginário da criança. “Qualquer personagem, real ou imaginário, pode ser positivo ou negativo, dependendo da leitura que se faz. Por isso, é importante a presença dos pais (ou avós) junto da criança, ajudando-a a fazer uma interpretação correta do que vê”, afirma a especialista.

No estudo também foi analisada a visão dos pais sobre o imaginário da criança, e o resultado revelou como as brincadeiras com bonecos representando heróis no contexto da família aproximam filhos e pais, além de ser instrumentos de educação.

E você, também gosta de super-heróis? Há uma explicação para que as salas de cinema de filmes com esses personagens estejam sempre lotadas de adultos. “Continuamos a precisar de heróis pela vida afora. Precisamos que nos reassegurem que existe a possibilidade de vencer o mal. E que ele pode ser combatido eticamente”, diz Lidia.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Organização Pan-Americana de Saúde lança recomendações para promoção e publicidade de alimentos para crianças. Alana distribuirá documento no Brasil.

“Já há um entendimento no âmbito global de que, embora a publicidade não seja a única responsável pelos alarmantes índices de obesidade infantil, ela tem uma forte influência nessa questão. Esse novo documento da OPAS reafirma a necessidade dos países americanos pensarem em políticas públicas que envolvam a criação de regras claras para os anúncios de alimentos, no sentido de proteger um público vulnerável como o infantil e contribuir para combater o problema da obesidade”, explica Isabella Henriques, diretora do Instituto Alana. 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Má notícia para os bebês: Nestlé adquire Pfizer Nutrition em movimento estratégico para melhorar sua posição na nutrição infantil mundial


Comunicado de imprensa 23 de abril de 2012


A Nestlé ganhou uma batalha feroz com a Danone para adquirir o negócio da Pfizer Nutrition, incluindo marcas como a S-26, a SMA e Promil de substitutos do leite materno. A Nestlé é uma das quatro empresas mais boicotadas do planeta e a mais boicotada no Reino Unido - onde agora entra no mercado de massa das fórmulas - de acordo com um levantamento feito por GMI Poll. Em 19 de abril, na reunião de acionistas da Companhia, o presidente da Nestlé Peter Brabeck-Letmathe rejeitou um pedido da Baby Milk Action de tornar as práticas de comercialização de alimentos infantis em conformidade com os padrões mínimos da Assembleia Mundial da Saúde. Ele afirmou que não era a Baby Milk Action que devia lhe dizer o que fazer. Preocupações levantadas por Baby Milk Action incluem direcionamento da Nestlé para trabalhadores de saúde e pais. O Código Internacional de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno proíbe as empresas de buscar contato direto ou indireto com as mulheres grávidas e pais de lactentes e crianças pequenas.

No seu comunicado de imprensa anunciando a compra da Pfizer, o Sr. Brabeck diz: "As duas entidades em conjunto nos permitirão aprofundar nosso compromisso com os consumidores, oferecendo-lhes uma maior escolha de alimentos nutritivos para garantir que seus filhos tenham um começo saudável para uma vida saudável." Sobre a Pfizer Nutrition a Nestlé diz: "85% de suas vendas estão nos mercados emergentes".

Em condições precárias, o aleitamento materno salva vidas. Segundo o UNICEF 1,5 milhões de bebês morrem no mundo todos os anos porque não são amamentadas.


Mike Brady, coordenador das campanhas da Baby Milk Action, disse:
"Na semana passada o Sr. Brabeck rejeitou o nosso apelo para a Nestlé trazer suas políticas e práticas em consonância com as medidas da Assembléia Mundial da Saúde. O anúncio de hoje mostra exatamente como a empresa prejudica o aleitamento materno, sugerindo que as mães precisam dos produtos Nestlé para "garantir que seus filhos tenham um começo saudável para uma vida saudável ". Crianças alimentadas com fórmula são mais propensas a ficar doentes do que as crianças amamentadas e, em condições de pobreza, têm mais probabilidades de morrer. Por isso a amamentação é o verdadeiro início saudável."


Ver comunicado Baby Milk Action de imprensa: Nestlé Presidente rejeita propostas dos coordenadores de boicote a empresa AGM em:
http://info.babymilkaction.org/pressrelease/pressrelease19apr12


Para mais informações ligue: Patti Rundall 07786 523493 ou Mike Brady: 07986736179

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Propaganda de biscoito com mãe amamentando bebê gera controvérsia


A peça publicitária, produzida na Coreia do Sul, não foi veiculada em público, mas levantou polêmica na internet


A imagem de um bebê sul-coreano sendo amamentado enquanto segura um biscoito Oreo gerou controvérsia no meio publicitário do país e chegou aos Estados Unidos, sede da Krafts Food, fabricante do alimento. De acordo com a empresa, o anúncio, cujo slogan é "o biscoito favorito do leite" -- não foi aprovado para o público e deveria ter sido apresentado somente em um fórum de publicidade.


Mas as diferentes reações na internet acenderam outro debate: o da amamentação em público. Parte dos comentários destacou a coragem e o esforço para tornar a amamentação um ato comum do cotidiano. Por outro lado, usuários consideraram a propaganda de gosto duvidoso. De acordo com o Huffington Post, imagens de mães amamentando têm sido banidas do Facebook por ter conteúdo sexual "explícito" e diversos grupos pró-amamentação protestaram contra a censura.

“Esse anúncio foi criado por nossa agência [Cheil Worldwide] para o uso exclusivo em um fórum de publicidade", afirmou um porta-voz da Kraft por meio de um comunicado, de acordo com o NY Daily News. “Sua criação não foi pensada para o público e distribuição. Ele nunca foi veiculado na Coreia do Sul ou em outros mercado", disse. 

OperaMundi, Publicidade, 20/4/2012

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